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Domingo, Maio 20, 2007

Áporo: O Dilema do Banheiro


[ Humor | Meia Boca ]

[ Música | Edguy - Land of The Miracle ]

       As coisas sempre acontecem nas horas mais impróprias, né? Olha o Murphy me pegando de novo. Qualquer dia eu é que pego esse cara folgado de jeito e aí ele vai ver só o que é bom pra tosse. ¬¬
       Eu gosto muito de Carlos Drummond de Andrade, acho ele um autor fantástico e que tem uma capacidade única de transmitir coisas através de seus brilhantes poemas. E um poema dele em especial sempre cutucou meu inocente cérebro, por ser, dentre os que já li, um dos que mais possibilitam diferentes interpretações, a começar pelo título, que possui três significados diferentes, segundo o bom, velho e útil amigo dicionário. E talvez também um dos mais estruturados, a meu ver. Enfim, de fato é um poema bem interessante e que sempre me colocou em debates filosófico-interpretativos comigo mesma pra definir qual seria o mais provável sentido dele. E como já era de se esperar, eu e minhas lesões cerebrais não chegamos à conclusão nenhuma e eu fiquei na mesma, com as indagações batendo na portaria dos meus humildes pensamentos.
       Um belo e ensolarado dia, estava eu lá na minha querida USP, assistindo minha querida aula de "Introdução aos Estudos Literários I" (ou simplesmente IEL para os preguiçosos linguais ou mais práticos) e meu querido professor nos entregou um poema para analisarmos e destrincharmos e interpretarmos e chegarmos à belas conclusões juntos. E isso é lindo, porque podemos ter uma compreensão bem mais completa das coisas ouvindo diferentes opiniões e principalmente a de um professor da USP. *-*
       Ele entregou as folhas do poema e qual não foi minha surpresa quando eu li o título. Adivinhem! Era justamente esse poema que me perturba e me cutuca e me coça as capacidades interpretativas. O.O Aí eu quase chorei. Senti fadas batendo asinhas em volta da minha cabeça e purpurinando a minha doce vida. Eu finalmente poderia entender o poema todo, ou quase todo, mas grande parte e isso que importa. Até sorri de feliz. *-* E assim que meu professor terminou de lê-lo e ele e a sala estavam começando a expôr hipóteses e diferentes visões, eu fui acometida de uma repentina, incontrolável e insuportável... Vontade de fazer xixi. -_-'' A raiva que senti de mim mesma foi indescritível nesse momento, e só não digo as frases que eu pensei porque este é um blog de família. Mas eu surtei. De raiva e de aperto pra ir ao banheiro. Porque vocês sabem como são trágicas e torturantes essas vontades loucas de fazer xixi.
       Nesse momento entrei no maior dilema existencial filosófico da minha colorida vida. Eu ia no banheiro ou não? Meu mundo iria explodir sem aquela interpretação que eu tanto queria e que por tanto tempo esperei, mas minha bexiga, por sua vez, já estava explodindo. Enfim, como já era de se esperar, meu lado físico venceu e eu corri pra satisfazer minhas necessidades biológicas. No caminho eu indagava o meu mais profundo ser: "Milena, por que? Você que nunca sente vontade de ir ao banheiro em horários impróprios. Por que?". E eu mesma respondia pra mim algo que eu não conseguia compreender, porque toda minha concentração e esforço mental estavam voltados a segurar o xixi dentro de mim! Aliviei-me no banheiro e voltei triste e desiludida pra aula. Ainda me perguntando: "Por queeeeeeeeeeeeeeeeeeee??????" T___T E meu eu-lírico desesperava-se por esse karma de não conseguir interpretar o que o eu-lírico daquele poema expressava.
       Nessa altura, a comoção já deve ser inevitável com a minha drástica e triste situação de desilusão. Mas não vamos nos desesperar ainda! Porque eu cheguei a tempo de pegar boa parte da explicação (ninguém demora tanto pra fazer xixi. o.o') e consegui entender o poema! *____* Ou seja, sou uma pessoa feliz e realizada mesmo assim! Hahahahaha!!!
       E nessa altura, a pergunta: "Mas cadê o poema nesse post?" já deve surgir e eu digo que, não terá o poema nesse post! O minímo entendedor de Carlos Drummond, já deve ter descoberto sobre qual poema me referi o tempo todo. E se eu colocasse o poema aqui, o post ficaria grande demais. E não quero causar esse incômodo visual (MENTIRA!). Hahahahahahaha!!!

^.~

~ Milena às 9:49 PM

*~*Comentários*~*:

Um Engano


Sem querer querendo, mandei um post a mais.
Agora ficamos com esse post inútil aqui... XD

~ Milena às 9:47 PM

*~*Comentários*~*: